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Então, a burrocracia está à mandar os políticos também?

Na segunda-feira, o meu ponto de vista mudou. Lembra-se que publiquei um pequeno video na nossa página Facebook, em que expliquei que queria falar sobre os problemas com a nossa estrada com o vereador na hora de atendimento, mas não encontrei ninguém?

Este video tinha mais do que 11.000 vistas, muitas partilhas, e muitos comentários e suporte.

(Muito obrigada à todos!)

Foi uma surpresa enorme

A conclusão é que parece haver mais pessoas que reconhecem o problema de comunicar com as autoridades. Ou formulado melhor: a falta de comunicação.

Normalmente, eu nunca fazia isto, não sou uma pessoa para procurar atenção nesta maneira. Mas era muito frustrada e zangada, porque tentei falar com a Câmara sobre a nossa estrada durante muitos anos. Hoje em dia tem demasiado trânsito para ser segura. Era melhor que é apenas uma serventia para os nossos hóspedes chegarem cá, ou os nossos vizinhos irem aos seus campos.

Já tentei explicar isto tantas vezes, por escrito, falando, passando, no mail, mas sem resultado.

A estrada tem que ser alterada por completo

Claro que precisamos uma estrada para os vizinhos indo aos campos deles, para as pessoas da zona que têm que ir p.e. à Bifurcação de Lares para apanhar o comboio à Figueira da Foz, para os passantes que querem matar saudades porque conhecem o sítio já tanto tempo ou para os curiosos que querem ver toda a arte que está aqui ao todo lado.

Mas não precisamos o camião de Lacticoop, ou os enormes com madeira, os autocarros do hotel ao lado, ou os tratores enormes e potentes que andam com muita velocidade.

Após a publicação do video, a Câmara ligou-me para marcar uma reunião. Segunda-feira, dia 15 às 18:00 horas.

Agradeço muito!

Tinha uma conversa calma e razoável com o nosso presidente Mário Jorge Nunes, que explicou os planos da Câmara e que afinal queria ouvir minhas queixas e necessidades.

Hoje, estava à ouvir novamente a conversa com o senhor presidente. Sou estrangeira, pode ser que não percebo algo bem, e para evitar confusão, gravei tudo no meu telefone.

Tenho esperança que agora as coisas vão mudar

Vi os planos, os desenhos, e conseguimos ter uma conversa civilizada sobre as alterações necessárias. Alterar o pavimento, fazer lombas bem altas, sinalização aos trajetos alternativos, e será proíbido para os pesados.

Para já, a Câmara vai fazer lombas provisórias, porque é mesmo preciso de proteger os peões. Não combinámos uma data, mas espero que será para a semana. Este presidente não parece ser um político que está lá só para os interesses dele ou os dos amigos dele.

o-presidente-tem-que-lidar-com-a-burrocracia-tambem

O que não realizei-me, é que mesmo um presidente da Câmara tem que cumprir à burrocracia. Nunca pensei que era assim, pode ser por causa do título “Presidente”. Na minha lingua, um “Presidente” tem um poder quase illimitado. Tinha associações com o presidente da América …”the leader of the free world” … no meu país de orígem nunca tinhamos um presidente.

Desculpe, sou burra …. não é a minha área de competência … sou empresária, sou artista, não tenho muita experiência com estas coisas.

politicos-e-burrocracia

Espero que o nosso presente presidente vai ficar mais 4 anos após as próximas eleições

O meu ponto de vista mudou. Agora, tenho a esperança que vamos realizar uma situação segura, agradável – mais um passo no caminho de mostrar este sítio como o paraíso que é. Que continuamos a honrar este património de Portugal, as autoridades e os empresários juntos.

E afinal, tenho a esperança que podemos construir um percurso alternativo noutro lado do monte, para não chatear os nossos vizinhos que querem passar com os carros, os tratores e as massívas máquinas agrícolas deles.

(rrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrr pumba!! oops, lomba!! rrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrr pumba!!oops, lomba!! rrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrr pumba!!oops, lomba!! fogo! rrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrr)

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Nós viemos para portugal em 2000 de Roterdão, Holanda para as Termas da Azenha, Portugal. Um passo grande, especialmente com duas crianças pequenas. Estamos ocupados a reconstruir um sítio que é considerado uma herança cultural.

Termas da Azenha, são termas antigas que transformamos em casas de férias, quartos e campismo, com piscina. Vai encontrar mosaicos e pinturas em todo o lado. O balneário velho agora é um museu.

Cada semana um pequeno blog sobre o que acontece ao nosso redor, nas Termas-da-Azenha e em Portugal. Alègre, leve, uma leitura fácil. Alguns minutos noutro mundo. Se gosta ter uma experiência connosco, ligue 916 589 145, e descobre o nosso site – temos descontos interessantes para si!

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Versão democrática portuguesa: burrocracia

Outra cultura, outros costumes ….

Todas as culturas têm os seus costumes. Como holandesa, não sabia muito da cultura portuguesa. Só visitei o país como turista. Desde os primeiros passos no seu país, tudo era diferente. Claro que é, é por isso que nós todos estão à viajar. Para conhecer outros povos, outros costumes, outros paisagens.

Esta diferença era muito surpreendente, muito presente

Junto com os meus primeiros passos vinha a surpresa da simpatia geral. Ao todo lado encontrei pessoas à rir, bem-dispostas, e ajudaram voluntariamente quando tinha um problema com qualquer coisa, porque no início não sabia falar português.

Que diferença com todas as caras ranzinzas lá no norte, sempre cheio de estresse, sempre com pressa. Parecia que Roterdão ficava noutro planeta.

Viajei com um grupo, e todos nós foram surpreendidos numa maneira muito agradável. “Vamos ver”, dissemos uns aos outros, “como é em Coimbra. Provavelmente, na cidade é muito diferente.”

Mas não. Pessoas bem-dispostas, sorridentes, educadas, atenciosas ao todo lado.

muitas-pessoas-simpaticas-em-Portugal

Apaixonei-me

Mas como num casamento, isto mudou. Transformou em um profundo amor, que aceita as asneiras da cultura, continuando a gostar da beleza e da riqueza da mesma.

E encontrei estas asneiras, claro, mas consegui lidar com isto.

A única coisa que dá-me problemas, é o hábito de não responder quando uma pergunta é aparentemente demasiado difícil. Quando quero uma coisa que fica fora das capacidades da pessoa. Em vez de dizer “não posso, não quero”, fica só silêncio.

No início, precisamos um canalizador, mas não conhecíamos ninguém (nota: foi 17 anos atrás, a época sem internet). Um vizinho mandou um amigo dele, e este senhor fez uma instalação provisória. Depois, liguei tantas vezes, e ele por exemplo dizia: “Sim, sim,  passo 2A-feira”, mas nunca mais passou. E mais logo, nunca atendeu, porque reconhecia o meu número.

Recentemente, precisei uma costureira

Ela passou, falámos, combinámos que vou entrar em contato com ela quando os tecidos chegaram. Tudo bem. Mas agora …. nada. Não responde, não atende, aparentemente não está interessada.

Ok. Acho que é um hábito um pouco complicado, porque perco muito tempo com tentar ligar, e pensar que arranjei o que quero arranjar, mas não ….

Mas quando os responsáveis da Câmara também o fazem, é mesmo surpreendente. Infelizmente, não é uma surpresa agradável. Um funcionário do governo, que não atende quando não gosta do que ele provavelmente vai ouvir? Eles têm a obrigação de mandar uma confirmação, pelo menos isto?

Vivemos numa democracia, pois não? Ou é mesmo só burrocracia?

Falei com amigos, o João disse: “Às vezes tenho a impressão que todos os funcionários do governo, qualquer nível, apenas estão à controlar se todas as regras ainda estão lá. Regras, regras, regras, e mais regras. Matam todas as iniciativas, matam toda a energia das cidadãos, ficam com um povo apático porque não vale à pena de fazer qualquer coisa, que sempre está confrontado com esta vasta burrocracia.”

versão-especial-de-democracia-burrocracia

Outra amiga disse, quando falámos sobre os meus problemas na comunicação sobre a alteração da nossa estrada: “Se as Termas da Azenha pertencessem ao sr Vereador, a estrada já teria tido sinalètica há muito tempo … alcatrão, bermas ajardinadas etc … “

Acho que é bastante cínica. Não acredito que é assim. Se nós, cidadãos, temos que cumprir às regras, os autarcos também, pois não? E Portugal é uma democracia, pois não?

Nesta área, fico confusa. Se calhar, tenho de viver muito mais tempo cá antes de entender isto por completo. Mas antes, preciso resolver esta coisa de alterar a estrada com a Câmara. E não acabo antes.

Espero que a minha esperança está justificada …

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