Caça para casas em Portugal

Sentei-me aqui há 20 anos, no topo da escada que conduz ao balneário. Coincidência estranha.
Foi por volta desta altura do ano, um dia lindo solar. Não estava acostumado com este sol, sendo holandês, então em Outubro normalmente, o Grande Cinzento espere na esquina, por enquanto, para não sair o Inverno todo.

Estava a gostar da vista, do sol, do sossêgo que ficava imóvel no ar salturado

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Foto: graças à Georgina Noronha

Chegou um trator. Há vinte anos, esse ainda era o caso: puf-puf-puf-puf-puf-puf-puf-puf, com uma velocidade de 20 km por hora máximo. Era verde, lembro-me, porque pensei: “Sim, veja, os tratores devem ser verdes ou vermelhos talvez, mas o verde é o melhor”.

Era uma típica casa abandonada portuguesa. Ou melhor: uma aldeia deserta. Em todo lugar janelas quebradas, portas partidas e um colchão  numa esquina. Um pouco descondido. Um vagabundo? Amantes segretos?
A única diferença com outros edifícios abandonados foi a ausência dos bichos na madeira (por causa de muitas azulejos e betão) e a água fluindo exuberantemente através dos banhos.

Durante esse tempo estava procurando casas adequadas para a agência

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E houve muito então. Muitas dessas belas casas de campo, às vezes com um brasão acima da porta da frente, estavam vazias. Não era habitável, avós ou pais morreram, a manutação é carríssima, e também: por quê? Normalmente, havia muitos herdeiros envolvidos – num caso, havia até 64! – e todos eles têm que dar o seu consentimento para venda.

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Se um deles diz não, tudo acaba. E para rastrear essas pessoas o tempo todo, na maioria dos casos, não vale a pena. Mudaram para a França, Suiça, Angola, Luxemburgo ou Brazil.

As Termas foi outro caso

Todos os filhos de Dom Henrique queriam vender. Eles não gostam de ver tudo distruído, e eles também gostariam de colecionar. Mas depois de algumas décadas não eram tão exigentes e queriam ir abaixo com o preço.

Quando eu sentei lá, não tinha nenhum pensamento de relatar a minha descoberta, nem que viesse a viver aqui algum dia. Eu me perguntei sobre isso mais tarde. No final, estava à procura das casas vazias para venda, e encontrei uma aldeia completamente vazia!
Acabei de comer meu sanduíche, gostei do ambiente e passei novamente.

E agora vivi cá há 17 anos e com grande prazer

Era um trabalhão para recuperar tudo. É uma bela história – e nunca me arrependi disso. Ao longo dos anos, as coisas mudaram, é claro, o meu primeiro entusiasmo é um pouco alterado. Mas com esse entusiasmo, a maior parte da aldeia foi reconstruída e melhorada, e muitos mosaicos foram feitos.

Digamos que o entusiasmo tornou-se mais maduro, pois ainda há boas ideias e bons planos. Lá vamos estar nas próximas semanas, a perfeição gradual das Termas-da-Azenha – aldeia de mosaícos e jogos.

Vamos informá-lo sobre os nossos novos planos neste blog durante os próximos meses! Todas as semanas no Domingo com o seu café da manhã.

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We moved here in 2000 from Rotterdam, Holland to the Termas da Azenha, Portugal. A big step, especially with two small children. We are busy to rebuild one of portugal’s cultural heirlooms. Termas da Azenha, a old spa which has been turned into several holiday homes, rooms and camping ground, there’s also a swimming pool. You’ll find mosaics and paintings everywhere. The old bathhouse is a museum, where you can see how things have changed.

Each week a little blog about what is happening around us. An easy read. A few minutes in another world. A little about what it going on in Portugal. If you plan your holiday to Portugal, it might be a nice preparation. We have some nice special offers on our site.

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